6 de julho de 2012

Como as silvas que rasgam as veias das nossas mãos queimadas pelo sol
Como as horas que já não cansam as cores desbotadas do meu coração
Como as nuvens que tapam o doce colher da alvorada matinal
Como o sangue que jorro desde o interior até ao teu mais superficial poro
poro esse que respira e transpira um sussurro de bem-estar
Como a relva que devora o meu correr inconfessado de desejo

É tudo uma questão de ordem natural que se encaixa naturalmente


Tudo lida comigo como o sol lida com a lua
ligo asas ao desfile deste meu encanto que não flutua


Porque me prendo à terra? Porque desejo a terra?
Porque só nela te tenho. E nos sonhos, te perco.


Meu locus amoenus 


 A Maria voltou a escrever poesia com prazer


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