Como as horas que já não cansam as cores desbotadas do meu coração
Como as nuvens que tapam o doce colher da alvorada matinal
Como o sangue que jorro desde o interior até ao teu mais superficial poro
poro esse que respira e transpira um sussurro de bem-estar
Como a relva que devora o meu correr inconfessado de desejo
É tudo uma questão de ordem natural que se encaixa naturalmente
Tudo lida comigo como o sol lida com a lua
ligo asas ao desfile deste meu encanto que não flutua
Porque me prendo à terra? Porque desejo a terra?
Porque só nela te tenho. E nos sonhos, te perco.
Meu locus amoenus
A Maria voltou a escrever poesia com prazer
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