9 de julho de 2012

Como se ninguém ouvisse eu digo levemente que sim, acho que estou bem... Digo-o tão baixo que é como se o seu poder no meu interior fosse cada vez maior e maior e cada vez mais intenso! Grito quando digo intenso! Porque é imenso... Acho que estou bem. E digo-o secretamente, entre dentes e lapsos de respirações, porque estou nervosa e apetece-me cada vez mais e cada vez com maior vontade gritar que sim, estou bem! Grito agora quando estou bem! E tudo se emergiu. Já parece que é tudo mentira. Não devia ter gritado,  porque ao gritar entreguei aos outros a emoção que estava dentro de mim... E agora não sei outra vez se isto foi só um episódio, ou se estou bem. Mas guardo em silêncio estas horas porque talvez amanhã já seja tudo diferente.

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