28 de julho de 2012

Despe-se a alma ao preconceito e aqui estou eu, entre papéis mentais e canetas gastas até à última gota de tinta, agarrada ao que sou por não ter mais nada do que devia ter. Encarreguei ao meu corpo a missão de me levar ao limite do bem estar do meu ser, só que arredondei-me à miséria de que me fiz viver sem querer. E estou assim, perdida entre os teus olhos tentando evocar uma salvação qualquer que quebre a ressaca que nasce do que eu sinto por ti. Cada hora que passa aumenta a minha necessidade, e desejo, desejo-te até onde não te posso tocar mais por não teres mais onde tocar. Louca doença esta que se apodera da virgindade de uma amizade e a torna num amor. Dizem, quero dizer, eu digo, que quando vive acordada uma forte empatia, adormecido nunca morre um grande amor. Mas não é assim. Possuis a vertente paralela ao que se enquadra no meu sossego, és a questão pertinente à qual ainda não encontrei resposta. Porque te quero, porque te posso, e porque não te devo. E se não te devo, é porque a minha debilidade mental me leva à certeza de que te amo mas não amo o que pode vir de ti. E se o amor é "para o que der e vier", então deixa-me ir já, antes que me assuste com toda a carga que tu tens e que me devora a calma. Acabou de arder o último castelo que construí, e por isso não sei se talvez seja melhor oferecer-me já à agua do rio, em vez de construir a ponte e um novo castelo, se ele vai arder novamente.

2 comentários:

  1. Estava a ler isto e quase que comecei a chorar, tens uma alma mesmo completa, e as tuas palavras são daquelas que, juntas, transmitem exactamente o que tu estás a sentir e eu percebo, tão bem.
    Nunca deixes de escrever. Não te sai um texto bom de vez em quando, saem-te textos maravilhosos constantemente. E não quero nunca que a tua alegria contagiante se transforme em melancolia constante.
    Sabes que te amo.

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  2. Hás-de ser sempre a pessoa que mais me fez ter orgulho no que escrevo. Sufoca-me de alegria todas as vezes que me dizes isto e porque eu sei que, apesar de todas as pessoas que dizem entender-me quando lêem os meus textos, tu hás-de ser sempre das poucas que eu sei que entende mesmo! Quem é que não entendes também? Quem é que tu não fazes sentir bem? Toda a gente devia ter a sorte de conhecer alguém como tu. O mundo seria um lugar melhor. És tão especial.
    Se não fosses tu eu hoje não sentia tanta alegria. A sério.

    Sei, sei bem. Tal como sabes que eu te amo mesmo muito.

    P.s.: és a fã nº1 do meu blog e nem tens noção do orgulho que eu tenho nisso, e no facto de me comentares esta página desde que me lembro de nós!

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