Há quem se forme em artes, literaturas, há quem julgue até escrever bem, há quem cante, há quem não faça nada, eu sou arquitecto do meu próprio terror! Como? Com que cabimento acabo com a minha lucidez sempre que me deito e ultrapasso barreiras que eu nunca soube que tinha, para o outro lado, lado esse dos meus maiores medos? Não, não posso mais! Não posso mais olhar e ver-te com ódio a transbordar pela tua boca. És uma caveira e dantes eras o meu mar sujo de bons sinais! Não consigo mais ouvir-te a chutar o que foi construído para nós! Porque tudo o que temos é para nós! E tu és uma caveira! Tu odeias-me, porque eu sou o arquitecto do meu terror e tu tornaste-te o meu desastre. O desastre que nasceu e cresceu como eu, mas que pensa da maneira mais distante da minha. Deixa-me gritar, não te consigo ver mais à minha frente. Sai caveira! Vai-te para onde o meu pesadelo levar!
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