Digam-me, olhos virgens, o que sentis quando observais o nada que sou?
Por acaso sentirdes a sede estourada da madrugada estocada pela noite?
O raio de luz que cedeu por outro momento mais taciturno
E vos fez gritar de medo? Vocês temeis o que é difícil, porque sabeis que é inexequível!
Que fizerdes ao meu mundo? Porque vos sumistes? Porque não permanecestes aqui?
Porque é que meus olhos virgens outrora tão recheados, se esvaziaram tão rapidamente?
Porque é que a inspiração que me contemplava obras poéticas eternas se tornou perene?
Expirou-se! Gritou comigo, e arranhou-me a face. Porquê olhos virgens? Porque sóis assim?
Que dor sofredora e cabisbaixa tomou minha alma pelo desprazer da vida!
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